Carolline Mikosz

O que você aparenta é, certamente, um aspecto de quem você é. Ter dificuldade em aceitar a sua aparência torna difícil que você se aceite como pessoa. Nesse sentido, a relação de cada um com o seu corpo, especialmente suas crenças, percepções, pensamentos, sentimentos e ações, pode necessitar ser revista e fortalecida.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) irá abordar, identificar e tentar modificar as cognições (pensamentos e crenças) que são subjacentes e que alimentam os comportamentos problemáticos. Envolve o reconhecimento e a monitoração de pensamentos negativos a respeito da própria imagem que, por sua vez, desencadeiam sentimentos desagradáveis e comportamentos inadequados.

Como tomar contato e conhecer as várias facetas da imagem corporal?

  • Identificar quão satisfeito (ou insatisfeito) o indivíduo se encontra em relação aos vários aspectos do seu corpo.
  • Examinar a avaliação de diferentes partes de seu corpo atual e como gostaria que ele fosse, quantificando, para cada região, o seu grau de importância.
  • Detectar emoções negativas relacionadas à imagem corporal como ansiedade, desgosto, desesperança, raiva, inveja, vergonha ou incômodo em diferentes situações e acompanhado de diferentes pessoas.
  • Reconhecer pensamentos sobre aparência física que surgem à mente ao longo de sua rotina diária.
  • Perceber algumas formas de pensar, sentir ou comportar-se em relação ao corpo, tanto em termos de aparência quanto de saúde e atividade física.
  • Rever prováveis influências históricas para as causas atuais de sua insatisfação com o seu corpo, lembrando de experiências ligadas à imagem corporal em diferentes períodos da vida.

Conhecer estes padrões, tanto de força quanto de vulnerabilidade permitirá que se faça mudanças. Aprender o que está errado possibilitará traçar objetivos a serem alcançados e, com isto, melhorar.

Muitos padrões de pensamentos são habituais e automáticos. Determinados eventos podem disparar estes pensamentos que acarretam danos emocionais que aumentam ruminações autocríticas aumentando ainda mais o desespero. Evitar tais situações ou tentar corrigir ou esconder as imperfeições na aparência são formas encontradas para lidar com o desconforto, porém são estratégias que promovem alívio temporário, que na realidade perpetuam o problema. A fim de superar a imagem corporal negativa, este ciclo acima descrito deve ser interrompido.

Para a mudança da imagem corporal é necessário um exame e entendimento das particularidades de cada episódio de desconforto à medida que ocorrem. Isso é possível a partir da auto-monitoração através do registro em um diário da imagem corporal.

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