Transtorno obsessivo-compulsivo - Tratamento
O que é

Carolline Mikosz

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno crônico e heterogêneo caracterizado por pensamentos, impulsos, idéias ou imagens intrusivas, em geral desagradáveis ou ameaçadoras (obsessões), que irrompem involuntariamente na consciência do indivíduo causando-lhe sofrimento e ansiedade. Estas obsessões freqüentemente são acompanhadas por atos repetitivos e estereotipados realizados no sentido de aliviá-las (compulsões).

Epidemiologia:
O TOC acomete cerca de 2,5% da população geral, sendo considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais freqüente. Embora a etiologia do TOC não tenha sido esclarecida, sabe-se, hoje, que a maioria de seus portadores se beneficia de tratamentos farmacológicos ou terapia comportamental.

Tratamento

Tratamento:
Dentre as psicoterapias utilizadas no TOC, a terapia comportamental (TC) é a mais estudada, mostrando-se eficaz em diversos estudos envolvendo um grande número de pacientes. Como conseqüência, ela vem se impondo como abordagem psicoterápica preferencial, utilizada isoladamente, ou em associação com os psicofármacos mais eficazes que consistem em antidepressivos que inibem a recaptura da serotonina (ISRS) como a clomipromina (inibidor semi-seletivo), sertralina, paroxetina, fluoxetina e fluvoxamina entre outros.

A TC baseia-se na teoria do aprendizado (condicionamento clássico de Pavlov, condicionamento operante de Skinner). A teoria do aprendizado considera a ansiedade uma resposta aprendida, assim como as estratégias que o indivíduo utiliza para livrar-se dela, que, se bem-sucedidas, passam a ser mantidas. Desenvolve-se em dois estágios:

a) Num primeiro momento, estímulos relativamente neutros são associados por contigüidade e por acaso a eventos provocadores de ansiedade e passam,
posteriormente, a ser acompanhados de medo e ansiedade (condicionamento clássico);

b) Num segundo momento, o paciente descobre que estratégias psicológicas como a esquiva, rituais, verificações, o aliviam da ansiedade e, em virtude do seu sucesso, passa a utilizá-las permanentemente (condicionamento operante).

Os rituais ou compulsões aparentemente seriam mantidos por três mecanismos:
a) São eficazes em reduzir em curto prazo o desconforto provocado pelo contato com objetos considerados aversivos ou ameaçadores (por exemplo, medo de contaminação), o que leva o paciente a repeti-los;

b) Tornam-se condicionados aos estímulos que os desencadeiam (por exemplo, pias, banheiros, sofás, etc.;

c) Generalização: objetos que eram neutros, por contigüidade, analogia ou semelhança, passam a desencadear o mesmo tipo de resposta.

Acredita-se que a prevenção da resposta em função do fenômeno da habituação, descondicionaria essas respostas. Especula-se ainda que:
1) A evitação, comum em obsessivos, impediria a desconfirmação do perigo e, conseqüentemente, a correção do erro cognitivo – a avaliação normal do risco.

2) As obsessões ocorreriam por intensificação de pensamentos intrusivos normais que, por aprendizagem direta ou indireta, seriam associados à ansiedade, tornando-se conseqüentemente patogênicos.

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