Fobia Social
O que é

Carolline Mikosz

A fobia social é um distúrbio caracterizado pela manifestação de intensa ansiedade em situações sociais cotidianas ou que são importantes para a adaptação social do indivíduo. Também conhecida como Transtorno de ansiedade social, manifesta-se em situações onde o portador imagina estar exposto à avaliação de qualquer natureza por parte de outras pessoas, ainda que de forma muito indireta ou mesmo fantasiosa.

Características fundamentais:

  • Medo de agir ou comportar-se de maneira embaraçosa ou humilhante
  • Medo que outras pessoas percebam sintomas físicos que demonstram seu grau de insegurança
  • Hipersensibilidade à crítica
  • Auto-avaliação negativa
  • Dificuldade em mostrar-se assertivo
  • Baixa auto-estima e/ou sentimentos de inferioridade
  • Deficiência em habilidades sociais
  • Prejuízo no rendimento do trabalho e/ou estudo
  • Evitação de atividades que envolvam exposição
  • Dificuldade em fazer ou manter relações interpessoais

Sintomas físicos

  • Sudorese
  • Rubor facial
  • Tremores
  • Gagueira
  • Taquicardia

Cognições

  • Idéias, pensamentos e crenças irracionais/disfuncionais são muito característicos do Transtorno de Ansiedade social.
  • A pessoa torna-se espectadora de si mesma. A ansiedade faz com que a pessoa fique alerta aos primeiros sinais ansiosos que implicam num mau desempenho social.

Exemplos comuns:

  • “Vão perceber que estou nervoso”.
  • “Vão me achar estranho”.
  • “Vão perceber que não sou normal e/ou que não ajo com naturalidade”.

Ocorre com frequência uma ansiedade que antecipa a situação a ser enfrentada o que leva muitas vezes a pessoa a evitar tais situações. Menos freqüente, a pessoa força-se a enfrentar as situações sociais que teme, vivenciando-as geralmente com um grau intenso de ansiedade. Com isso temos um círculo vicioso no qual o temor irracional gera uma ansiedade que por sua vez prejudica a atuação, aumentando assim a motivação para evitar a situação fóbica.

Tipos

  • Generalizada: os temores se relacionam com a maioria das situações sociais.
  • Circunscrita: o temor se dá a situações específicas.

Epidemiologia

Afeta cerca de 2% da população, em proporções iguais entre homens e mulheres.

Consequências

  • Sofrimento causado pelo conflito entre o desejo pelo contato social e a inibição.
  • Raciocínio distorcido. Uma vez isolados os tímidos permitem que seus medos e sentimentos cresçam e se espalhem.
  • A solidão é a conseqüência natural de se passar décadas afastando as pessoas por causa da angústia de se socializar. O isolamento pode levar ao declínio físico e mental.
  • Potencial para o abuso do álcool e de drogas como lubrificantes sociais. Essas substâncias são usadas geralmente para aliviar a inibição e atingir maior aceitação no grupo.
  • Dificuldades sexuais – pessoas tímidas têm dificuldade em se expressar, comunicar necessidades e desejos sexuais, além da ansiedade sobre o desempenho.
  • Não viver o presente, estar preso – obcecado pelo passado e pelo futuro. Os tímidos não aproveitam o momento porque tudo está envolvido em preocupações passadas do que é ruim que reestruturam o presente, além da preocupação com as futuras conseqüências de suas palavras. Tem a pulsação acelerada, as mãos ficam frias e pegajosas, ao mesmo tempo em que as faces queimam de constrangimento e o estômago “dá nós”.
  • Pensar obsessivamente sobre o modo como está lidando com a atual interação social a tal ponto de não conseguir prestar atenção no que está sendo dito e, portanto não conseguir participar da conversa. Se tornar por fim deprimido e com baixa autoestima e acabar por se envolver num ciclo vicioso que perpetua suas dificuldades.
Tratamento

A psicoterapia com maior sucesso para abordar a fobia social é a cognitivo-comportamental. O tratamento baseia-se em treino de habilidades sociais, treino de relaxamento, exposição às situações sociais e reconstrução cognitiva. Alguns medicamentos antidepressivos como os “inibidores da recaptura da serotonina” ou os “inibidores da monoaminooxidase” mostraram ser úteis no tratamento de casos mais intensos, da mesma forma que a capacidade de limitar alguns sintomas físicos dos betabloqueadores ou a de limitar a ansiedade dos ansiolíticos pode ter em certos casos um papel no tratamento. O uso de medicamentos como tratamento isolado, porém, não é recomendado, sendo o tratamento psicoterápico a principal base do programa terapêutico.

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