Distúrbios alimentares tratamento Curitiba
O que é

Carolline Mikosz

Os distúrbios alimentares são caracterizados por uma grave perturbação do comportamento alimentar associado a preocupações extremas com relação à forma corporal e ao peso. Entre ele podemos citar: anorexia, bulimia, transtorno do comer compulsivo.

Características psicológicas:

Comportamento Alimentar: não atende a uma necessidade fisiológica de se alimentar, mas ocorre em virtude de uma sensação desagradável associada à Ansiedade ou a Depressão, e geralmente é descrito como um vazio e confundido com a sensação de fome.

Pensamento: dificuldade em reconhecer sinais de fome e saciedade, pensamentos sobre comida e aparência física são constantes e geram desprazer ou insatisfação com a auto-imagem.

Relações Sociais: sentimento de rejeição, sensação de estar sempre sendo observado pelas pessoas, grande dificuldade de comunicar sentimentos e pensamentos o que gera dificuldade em lidar com situações sociais de uma forma satisfatória, dificuldade em administrar críticas, frustrações e desapontamentos, fuga dos confrontos e auto- exposição, evitação do convívio social, vida solitária.

Histórico familiar: superproteção, rigidez de valores, grande ênfase em modelos estéticos que enfatizam a magreza como único modelo aceitável de beleza.

Causas:

Não há até o momento uma única causa que possa conduzir aos distúrbios alimentares, mas sabe-se que um conjunto de fatores biológicos, familiares, psicológicos e sociais estão presentes e podem colocar um indivíduo seriamente em risco.

Dados especulativos:

  • Tais dados são especulações precursoras dos distúrbios alimentares
  • Preocupações impostas por fatores sócio-culturais, ou seja, o ideal cultural tem-se focado num corpo magro, esguio, especialmente para as mulheres, nas sociedades ocidentais.
  • Estudo realizado na Behavioural Sciences Unit do Institute of Child Health, de Londres, muitas das bonecas que as crianças utilizam como brinquedo têm medidas corporais semelhantes a mulheres anoréxicas em fase terminal, embora estes efeitos sejam modelados pela manipulação da forma do corpo.
  • Atitude negativa face a pessoas que apresentam problemas de excesso de peso, que são muitas vezes discriminadas.
  • As dietas (cujo rigor se centra freqüentemente na diminuição de peso e na redução da quantidade de comida ingerida ao longo do dia)
Tratamento

O tratamento dos distúrbios alimentares é possível através de um acompanhamento multidisciplinar formado por atendimento psicológico, avaliação médica, em conjunto com aconselhamento nutricional e às vezes medicação. A conscientização do problema é o passo mais importante no tratamento de qualquer doença do comportamento alimentar já que, na maioria das vezes, as pessoas portadoras desses distúrbios não concordam que têm um problema e consideram que o seu comportamento é normal. Sem a sua cooperação no tratamento torna-se mais difícil alterar os hábitos comportamentais, bem como a realização de um tratamento eficaz.

Dicas aos familiares:

No caso de haver razões para crer que uma pessoa próxima esteja sofrendo de um distúrbio alimentar é importante não só expressar a preocupação sentida como confrontá-la com a situação. A negação dos problemas e a tendência para o isolamento são características comuns aos indivíduos que sofrem de distúrbios alimentares. Assim, depois de confrontada, a pessoa pode demonstrar certa apreensão, pode optar por tomar uma posição defensiva ou mesmo furiosa, demonstrando também vergonha ou embaraço. Há ainda a possibilidade de se sentir aliviada por alguém lhe oferecer ajuda. É necessário, neste contexto, estar preparado para mostrar as evidências observadas que levam a crer que existe um problema de ordem alimentar. É também importante reforçar a idéia de que a questão a ser abordada é devido a uma preocupação genuína com o seu bem-estar. Apesar do processo de recuperação não ser fácil, a maioria dos doentes consegue retomar o seu aspecto físico, ganhar um bom peso e adotar novamente uma alimentação equilibrada. A dieta prescrita por um especialista deve ser personalizada e ter em conta não só os resultados das análises, o peso e a altura, assim como o local e a companhia em que as refeições são tomadas e a pessoa responsável pela sua preparação. A ajuda de toda a família é fundamental na recuperação. Por outro lado, é necessário não esquecer a intervenção dos amigos, colegas e professores, que pelo prolongado contacto que mantêm diariamente são os primeiros a notar os sinais da doença.

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